Marilyn Monroe ou melhor, Norma Jeane Baker Mortenson que era seu nome verdadeiro, nasceu na Califórnia e viveu parte de sua infância em orfanatos.Filha de Gladys Monroe e John Baker. Norma Jeane foi entregue à família Bolenders com quem viveu até aos 7 anos. Através deles recebeu uma educação religiosa bastante rigorosa. Ela recebia dinheiro para passar a tarde no cinema e começou a ficar fascinada, Jean Harlow e Clark Gable tornam-se os seus ídolos. Isso quando Gladys decidiu comprar uma casa e levou ela. Alugou um quarto a um casal de atores, para ajuda da renda. A vida mudou para Norma, habituada a uma conduta rigorosa, observava a mãe e o casal levarem uma vida boemia. Após sua mãe receber a noticia de que seu avó havia falecido, ela entra em profunda depressão, assim esquecendo de Norma, com isso ela foi internada e Norma foi entregue a uma família adotiva e mais tarde entrou para um orfanato de Los Angeles onde viveu até os 11 anos. Aos seus 16 anos casou-se com James Dougherty, aproveitando que ele foi servir na Segunda Guerra Mundial, ela tenta sorte no cinema. Norma despediu-se e candidatou-se a um lugar na Agencia de Modelos Blue Book. Descobriu que a câmara a adorava e nunca mais olhou para trás. Clareou o cabelo e por incompatibilidade de entendimentos se divorciou de James e começou uma nova vida. No inicio de sua carreira no cinema, Norma não impressionava muito com sua atuação, mas mesmo assim conseguiu um contrato com Ben Lyon, que a chamou em seu gabinete sugerindo que ela deveria arrogar um nome mais sonante. Numa questão de minutos nasceu Marilyn Monroe. Em 1947, Marilyn faz seu primeiro filme "Scudda-Hoo! Scudda-Hay". Depois disto no mês de Agosto do mesmo ano o estúdio não lhe renovou o contrato. Marilyn não desistiu, viu a sua sorte mudar quando se voltou para os estúdios da Columbia, pintou o cabelo mais louro e começou a receber lições privadas com aquela que viria a ser a sua ensaiadora durante os próximos anos: Natasha Lytess. Em Julho de 1948 foi aceita para representar um dos papeis principais no filme "Ladies of the Chorus". Quando as filmagens terminaram ficou novamente sem projetos para o futuro. Sem dinheiro para pagar as suas despesas recorre ao fotografo Tom Kelly e pousa nua para um calendário. É também ajudada por Johnny Hyde o qual lhe consegue alguns filmes, tais como, "Love Happy", "All about Eve" e "The Asphalt Jungle" entre outros. “As Young as You Feel” foi o último contrato que lhe conseguiu arranjar antes de sucumbir a um ataque de coração a 18 de Dezembro de 1950. Nos meses seguintes Marilyn aparece numa série de filmes de fraca qualidade, onde surge como "loira ingênua" e onde dá às suas personagens mais do que aquilo que elas valem. Muitos desses filmes só têm o seu lugar na história porque Marilyn atua neles. No entanto vê a sua grande oportunidade surgir quando lhe é atribuído o papel principal no filme "Don't Bother to Knock". Marilyn conhece Joe DiMaggio (ex-jogador de baseball) no inicio de 1952, ela estava a tornar-se na estrela mais famosa de Hollywood.
Joe esperava que Marilyn se tornasse numa mãe e dona de casa exemplar, este era o seu tipo ideal de mulher e, acrescentando que Marilyn era uma mulher bonita e sexy, ele teria tudo a seu favor. Por seu lado, Marilyn apreciava o seu ar reservado e gentil, não se atirava a ela como os outros e isso fazia-a sentir-se especial. Além do mais, ela adorava crianças e o seu maior desejo era poder ser mãe. No entanto havia conflitos entre os dois, Joe detestava Hollywood, Marilyn não sabia nada de baseball e Hollywood era a sua vida. Em Junho Marilyn voou até ao Canadá e gravou o filme que a consagrou definitivamente como estrela de Hollywood: "Niagara". Antes do ano terminar começou a trabalhar no filme "Gentlemen Prefer Blondes", seguindo-se "How to Marry a Millionaire" em Março de 1953. Em Junho desse ano, um sonho tornou-se realidade: Marilyn, juntamente com Jane Russell assinaram os seus nomes e imprimiram as suas mãos e pés no cimento fresco em frente ao teatro chinês no Hollywood Boulevard. Em 14 de Janeiro de 1954, voa até São Francisco e casa-se com Joe DiMaggio. Em 1956 aceita um novo contrato com a Fox e prepara-se para filmar "Bus Stop".Durante todo este período Marilyn voltava-se um novo amor: Artur Miller. Quando ele obtém o divorcio, os dois anunciam o seu casamento e acabam por casar em Julho de 1956. Mas mais uma vez para Marilyn o casamento não é o ideal. Enquanto esperava encontrar em Artur o seu salvador na Terra, ele esperava encontrar nela uma deusa, o ideal de mulher. Ambos se equivocaram, ambos eram meramente humanos. Numa tentativa de salvar a situação, Marilyn tenta engravidar, mas por duas vezes perde a criança, uma vez em 1957 e outra em 58 logo após o fim das gravações de "Some Like it Hot". Inconsolável, convence-se que a culpa é dela devido ao abuso de drogas. Artur Miller vem preparando um filme para a esposa intitulado "The Misfits", mas quando finalmente as gravações começam, o clima entre ambos é tão tenso que, o filme que foi escrito especialmente para ela, em que contracena com o seu ídolo Clark Gable, em vez de ser uma alegria transforma-se numa dor física e psicológica insuportável. Miller constantemente altera o guião, Marilyn adoece várias vezes e tem dificuldade em lembrar-se das deixas. Quando finalmente as gravações terminam, Marilyn recebe uma terrível noticia: um ataque de coração causa a morte da Clark Gable.
Marilyn separa-se de Artur Miller e refugia-se nos comprimidos que toma inconscientemente com champagne. Durante todo este tempo, Marilyn consulta mais do que um médico e todos se asseguram que a atriz fica bem fornecida de comprimidos. Parece pouco ético da parte deles em o fazerem e parece que não comunicam entre si, pois Marilyn toma uma mistura drogas que podem ser letais. Mas no dia 5 de Agosto o mundo acorda em choque: Marilyn Monroe é encontrada morta na sua cama, nua e com a mão pousada no telefone. A causa oficial de morte é anunciada: possível suicídio; mas ninguém quer acreditar.
Todos os depoimentos sobre o que aconteceu na noite de 4 para 5 de Agosto de 1962 são contraditórios. Há tanta gente envolvida que a incerteza sobre como morreu Marilyn se mantém até aos dias de hoje.
Marilyn é hoje uma estrela, um mito, uma lenda. Mas convém recordar que foi uma mulher e que, tal como qualquer um de nós, viveu e amou, sentiu medo, tristezas e alegrias. Era sensível em todos os aspectos e atraía multidões... a multidão identifica-se com Marilyn, querendo ser amada pelo que era, apenas a imagem que projetou foi amada. A multidão de admiradores continua hoje a crescer porque vemos em Marilyn aquilo que cada um de nós pretende para si próprio, agradar aos outros e mesmo assim sermos nós mesmos.

Matéria enviada por N.